A Polícia Civil do DF deflagrou nesta sexta-feira (8) a Operação Vitruvio para desarticular um grupo investigado por fraude financeira milionária. A ação foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia, da Estrutural.
Segundo a PCDF, a organização atuava há mais de cinco anos com a criação de perfis financeiros artificiais para obtenção de crédito e desvio de bens. Mais de R$ 11 milhões foram bloqueados em contas vinculadas ao grupo.
As investigações apontam que pessoas de baixa renda eram recrutadas para abrir contas e contratar consórcios. A polícia afirma que documentos falsificados, especialmente comprovantes de renda e residência, eram usados para viabilizar as operações.
De acordo com a apuração, os investigados usavam contas abertas em nome de “laranjas” para obter empréstimos. Os valores eram usados em lances de consórcios ligados a outros participantes formais, criando um ciclo de novas contratações e prejuízo.
Após a liberação das cartas de crédito, veículos eram comprados e revendidos com deságio. As dívidas ficavam em nome dos contratantes formais, enquanto os beneficiários do esquema permaneciam ocultos, segundo a PCDF.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Ceilândia, Taguatinga, Guará, Vicente Pires e Águas Lindas de Goiás. Também foram expedidos mandados de prisão contra uma mulher de 37 anos e homens de 33, 29, 39 e 31 anos.
A ação resultou na apreensão de veículos adquiridos com o golpe e de armas de fogo usadas por integrantes do grupo, conforme a investigação. A operação teve apoio do Departamento de Operações Especiais e do Detran-DF.
Os investigados devem responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, as penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, a depender da participação individual de cada integrante.