A plataforma DF 360 completou três meses de funcionamento com 2.403 câmeras integradas ao trabalho das forças de segurança. Desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública, o sistema reúne imagens de órgãos públicos, empresas e equipamentos da própria pasta para auxiliar o atendimento de ocorrências e o monitoramento de áreas do DF.

O total informado inclui 320 câmeras de órgãos públicos, 321 de entidades privadas e 1.402 vinculadas à SSP-DF. A meta inicial é chegar a pelo menos 10 mil equipamentos integrados, mas a pasta avalia que o número pode alcançar entre 10 mil e 20 mil câmeras com novas adesões de áreas como Saúde, Educação e Mobilidade.

O funcionamento do sistema parte da localização da ocorrência. Depois do registro no Copom, feito por canais como 190, 192 e 193 ou pelos registros das forças de segurança, o chamado aparece no mapa em até 30 segundos. A plataforma identifica câmeras em um raio de um quilômetro e permite montar um cercamento virtual para apoiar a atuação policial.

A Secretaria de Segurança Pública também prevê acrescentar recursos de inteligência artificial ao DF 360. A próxima etapa deve permitir o uso de comandos para buscar situações suspeitas nas imagens disponíveis, ampliando a capacidade de análise sem substituir o trabalho das equipes responsáveis pelo atendimento das ocorrências.

A integração inclui câmeras voltadas para vias públicas e pode receber adesão de proprietários de equipamentos privados. O empresário Agenor Neto, da Setec, informou à Agência Brasília que compartilha imagens de câmeras de rua e de áreas públicas com autorização dos clientes, dentro da lógica de colaboração com o monitoramento urbano.

Dados do Sinesp citados pela pasta apontam que, no primeiro trimestre, o DF registrou 5,58 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Entre as capitais, Brasília aparece com taxa de 5,61, à frente de Curitiba, com 10,05, e Campo Grande, com 10,39, segundo o levantamento mencionado no texto original.