Marcar consultas, consultar exames e buscar informações de saúde pela internet já faz parte da rotina de muitos pacientes. Para parte dos idosos, porém, esse caminho ainda é uma barreira. Um projeto da UnB, com apoio da FAPDF, foi criado para aproximar esse público das ferramentas digitais de saúde.

O Digihealth Techkit reúne aplicativo, e-book, conteúdos interativos, jogos educativos e códigos QR. A proposta é ajudar adultos a partir de 45 anos e pessoas idosas do DF a desenvolver habilidades digitais voltadas ao cuidado com a própria saúde.

A coordenação é da professora Camila Alves Areda, do curso de Farmácia da UnB, ligada também ao Profnit e ao Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica. O projeto recebeu fomento pelo edital Tech Learning 2023.

Segundo a professora, muitas pessoas idosas ainda encontram dificuldade para usar aplicativos, exames digitais e teleatendimento. Essa limitação pode gerar dependência de familiares ou terceiros e dificultar o acesso a serviços de saúde.

O projeto trabalha com o conceito de literacia digital em saúde. Em termos simples, é a capacidade de usar tecnologias para buscar informações confiáveis, acessar serviços e tomar decisões mais seguras sobre o próprio cuidado.

O aplicativo está em TRL 7, nível que indica protótipo em funcionamento e testes em ambiente real. A ferramenta passa por aprimoramentos e avaliações com usuários antes de uma futura disponibilização para download.

O Digihealth Techkit também prevê a adaptação do e-book Digihealth BSB, baseado no conceito japonês Ikigai. A aplicação no projeto relaciona saúde digital, autocuidado, aprendizagem contínua e envelhecimento ativo.

A iniciativa é desenvolvida pela Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde e pela Universidade do Envelhecer, ambas da UnB. O foco é tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível para quem precisa lidar com serviços de saúde cada vez mais digitais.