A operação Cerco Fechado terminou a primeira parcial com 46 pessoas detidas em Minas Gerais, entre elas quatro menores de idade. Segundo o balanço apresentado nesta segunda-feira (1º), 38 prisões foram ratificadas, além da apreensão de nove armas de fogo, 93 munições, maconha, crack, cocaína e R$ 27 mil.

A força-tarefa é tratada pelo governo mineiro como a maior já realizada no estado contra facções criminosas. O trabalho reúne Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, em uma atuação integrada e sem prazo definido para acabar.

As equipes atuam em 26 territórios de seis municípios: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni. Ao todo, 2.980 profissionais foram mobilizados nas ruas, com apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Na frente investigativa, foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 em Belo Horizonte e 27 no interior. A operação também alcançou o sistema prisional, com vistorias em dez unidades, revista em 914 celas e apreensão de 53 celulares e 907 unidades de drogas.

O governador Mateus Simões afirmou que o trabalho é de longo prazo e busca impedir o domínio territorial por facções. Segundo ele, a estratégia envolve presença policial permanente nas ruas e pressão financeira contra os grupos investigados.

Durante a apresentação, também foi lançada a sétima edição do programa Procura-se, com 12 criminosos considerados prioritários e mandados de prisão em aberto. Nas seis edições anteriores, 61 dos 74 alvos foram presos, o que representa 82,4% dos procurados.