A Polícia Civil do DF cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (2) em nova fase da Operação Shadow Shark. A investigação é conduzida pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais, vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes.
O caso começou após a prisão em flagrante de um homem suspeito de lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, ele foi abordado logo depois de sair de uma agência bancária na Asa Sul carregando aproximadamente R$ 1 milhão em espécie.
As apurações indicaram que o investigado estava desempregado e não tinha renda compatível com os valores movimentados. A suspeita é de que ele tenha cedido a conta bancária para receber e movimentar recursos de origem suspeita em troca de percentual sobre as transações.
Depois da prisão, convertida em preventiva, os investigadores seguiram o rastreamento para identificar a origem dos recursos, o destino do dinheiro e possíveis coautores ou beneficiários do esquema. Os mandados desta fase foram cumpridos em endereços residenciais e empresariais no Park Way, Asa Sul e Sudoeste.
Durante as diligências, foram arrecadados aparelhos eletrônicos, documentos, mídias digitais e outros materiais de interesse investigativo. O material será submetido a análise técnica e pericial para aprofundar o rastreamento financeiro.
A PCDF informou que há indícios de mecanismos usados para ocultar e dissimular origem, movimentação e propriedade de recursos financeiros. A investigação continua para identificar outros envolvidos e a estrutura de movimentação dos valores.
O material apreendido poderá contribuir para reconstruir o fluxo financeiro investigado. A corporação afirma que a apuração patrimonial é parte central da estratégia contra crimes financeiros e estruturas usadas para ocultar recursos ilícitos.