Com a Sala Martins Pena modernizada, apresentações semanais atraem mais de 24 mil pessoas em um ano; ingressos gratuitos são liberados pelo Sympla
| Joel Rodrigues/Agência Brasília |
Brasilienses devem ficar atentos: a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro voltou a lotar a cidade e os ingressos gratuitos acabam rápido. Os concertos ocorrem às quintas-feiras, às 20h, e a retirada é feita pelo Sympla — o primeiro lote sai às quartas-feiras, às 18h, e o segundo, às quintas, às 12h. A disputa pelas cerca de 478 poltronas da Sala Martins Pena tem levado a picos de acesso simultâneo acima de 5 mil.
O retorno definitivo ao Teatro Nacional marcou o fim de uma década de apresentações itinerantes. O TNCS, fechado desde 2014, foi reaberto pelo GDF em dezembro de 2024 e a orquestra retomou a casa em fevereiro de 2025. "É bom voltar para casa", diz o maestro titular Cláudio Cohen, que está à frente do grupo e relembra a trajetória desde o primeiro ensaio, em 1979, até a titularidade iniciada em 2011.
Os números do primeiro ano confirmam a retomada: estima-se que aproximadamente 24.111 pessoas passaram pela Martins Pena desde o retorno. Esse total sobe quando se comptabilizam apresentações em palcos alternativos — Teatro Poupex, Ermida Dom Bosco, Esplanada dos Ministérios e Ginásio Nilson Nelson —, que juntos somam mais de 28 mil espectadores. Cohen atribui a procura à “grande demanda reprimida”.
A Sala Martins Pena foi redesenhada para melhorar conforto e acústica: a capacidade subiu de 400 para 478 assentos, e foram instalados novos carpetes, poltronas em veludo, iluminação renovada e materiais com melhor desempenho acústico. O maestro elogia a mesa de iluminação como "supermoderna" e ressalta melhorias em camarins e salas de convivência. Outras dependências do TNCS, como as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, o foyer da Villa-Lobos e o Espaço Cultural Dercy Gonçalves, seguem em obras, com o início dos trabalhos autorizado no mês passado.
A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro reúne 75 músicos e é vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Mesmo durante o período itinerante, os profissionais não pararam de tocar; hoje muitos têm mestrado e doutorado no exterior. Cohen destaca a diversidade do repertório — do rock sinfônico à música clássica de diferentes tradições — e afirma que, com melhores condições de trabalho e salariais, a orquestra projeta turnês nacionais e internacionais. "A orquestra nunca parou", conclui.
