Minas Gerais recebeu, nesta quinta-feira (28), o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras da Viridis, em Poços de Caldas, no Sul do estado. A unidade integra o Projeto Colossus, da mineradora australiana, e já recebeu investimentos de aproximadamente R$ 200 milhões.
A planta é considerada uma das maiores unidades semi-industriais demonstrativas de processamento contínuo de argilas iônicas para produção de carbonato misto de terras raras fora da China. O país asiático concentra cerca de 90% da capacidade global de processamento e refino desses minerais.
O empreendimento é tratado como etapa decisiva para a futura operação industrial da Viridis em Minas Gerais, cujo investimento estimado ultrapassa US$ 350 milhões. A Invest Minas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, atuou no acompanhamento das tratativas para instalação da unidade.
A planta inaugurada tem capacidade de processamento de 100 quilos por hora de minério argiloso, volume cerca de quatro vezes maior que o de plantas-piloto semelhantes em operação fora da China. A unidade produzirá elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
Além da operação industrial, o centro terá laboratórios, áreas de treinamento e estrutura voltada à formação de mão de obra especializada. A expectativa é que os projetos da Viridis em Minas gerem mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos até 2029.
O cronograma da companhia prevê a conclusão dos estudos definitivos de viabilidade ainda em 2026. As obras da planta industrial devem começar em 2027, e a primeira produção comercial está prevista para 2028.
O projeto ocorre em um momento de busca global por diversificação de fornecedores de minerais estratégicos. Terras raras são usadas em cadeias ligadas à tecnologia, inovação, energia limpa e transição energética.