Política
Haddad anuncia R$ 26,9 bilhões em reposição do ICMS
Por Redacao Central Brasilia
10 de março de 2023
Haddad, ministro da Fazenda, fechou acordo com as secretarias de Fazenda dos estados. Impacto em 2023 será de R$ 4 bilhões
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, nesta sexta-feira (10/3), a recomposição das perdas estaduais relacionadas ao corte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do período entre agosto e dezembro de 2022. Serão R$ 26,9 bilhões em recomposição de perdas.
De acordo com o ministro, o acordo foi unânime entre as unidades federativas. A equipe econômica se debruçou entre R$ 18 bilhões e R$ 45 bilhões. “A reparação é em relação à realidade de cada estado”, afirmou. “Quando é um acordo, nunca é satisfatório para ninguém”, declarou.
O impacto nas contas públicas será diluído em três anos. Em 2023, são R$ 4 bilhões. A Fazenda não detalhou o impacto no próximos anos.
Agora, a medida será homologada na Câmara e no Senado.
A Fazenda explicou que cerca de R$ 9 bilhões foram compensados por meio das liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a estados devedores da União no âmbito do grupo de trabalho criado pela Corte. Já o restante será abatido das parcelas da dívida com a União ou pago pela União até 2026.
- Estados que têm a receber até R$ 150 milhões: 50%, em 2023, e 50%, em 2024, com recursos do Tesouro Nacional.
- Estados que têm a receber entre R$ 150 milhões e R$ 500 milhões: 1/3 do valor a receber, em 2023, e 2/3, em 2024.
- Acima de R$ 500 milhões a receber: 25%, em 2023; 50%, em 2024; e 25%, em 2025.
- Estados em Regime de Recuperação Fiscal (Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul): mesmo regramento dos anteriores, mas o adicional de R$ 900 milhões será compensado na dívida em 2026.
O anúncio foi feito ao lado de Rafael Fonteles, governador do Piauí, e Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional.
Terceiro mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a campanha de 2022, havia prometido reembolso às 27 unidades da Federação devido ao teto de 17% do ICMS aplicado no governo de Jair Bolsonaro.
As negociações circundaram o valor que os governadores queriam, R$ 45 bilhões, e o ofertado pelo Palácio do Planalto, em R$ 22 bilhões.
Com informações do Metrópoles – Deborah Hana Cardoso