As feiras permanentes do DF terão um plano de melhorias voltado a intervenções estruturais e ajustes de funcionamento. A medida foi discutida em reunião realizada na terça-feira (26), no Palácio do Buriti, com a governadora Celina Leão, representantes de feiras e integrantes do Sindicato dos Feirantes do DF.
Entre as prioridades apresentadas estão reparos em forros, iluminação, manutenção elétrica e pequenas obras. O GDF informou que há quatro contratos de manutenção ativos e que será necessário consolidar as demandas por unidade para organizar a execução das intervenções.
A reunião também tratou de regularização, obras, licitações, modernização e segurança. Uma das possibilidades em estudo é a criação de um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Governo para acompanhar as prioridades e dar encaminhamento aos pedidos apresentados pelos feirantes.
Outro ponto discutido foi a flexibilização dos horários de funcionamento. A ideia avaliada pelo GDF é permitir que cada administração regional defina, por decreto, horários compatíveis com a realidade local. A integração das feiras ao sistema DF 360, com monitoramento por câmeras, também está em análise.
Na área elétrica, o governo estuda um projeto-modelo com a CEB para adequação técnica das feiras, incluindo mudanças no padrão de energia. O tema é considerado necessário para organizar instalações e reduzir problemas recorrentes nos espaços comerciais.
O DF tem 38 feiras permanentes e três shoppings populares, com cerca de 13,8 mil bancas cadastradas e aproximadamente 10 mil feirantes. Desde 2019, mais de R$ 56 milhões foram aplicados em construção, reforma e manutenção desses espaços, segundo os dados apresentados pelo GDF.
O recadastramento também entrou na pauta. Cerca de 6 mil feirantes já passaram pelo processo, e a meta para 2026 é incluir mais 1,5 mil trabalhadores. No caso da Feira Popular, o governo informou que a área foi doada pela União com ônus e ainda precisa de aprovação da CLDF para receber investimentos.