Escorpiões podem se esconder em locais comuns dentro das residências, como sapatos deixados no chão e ralos sem vedação. Com o aumento dos acidentes no Distrito Federal, é essencial adotar medidas preventivas para evitar a presença desses artrópodes e reduzir o risco de picadas. A recomendação é buscar atendimento médico imediato em caso de acidentes.

De janeiro a maio deste ano, foram registrados 1.856 acidentes com escorpiões no DF, um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. Os escorpiões mais comuns na capital são o escorpião-amarelo, o escorpião-de-patas-rajadas e o escorpião-preto. Esses animais buscam ambientes escuros e úmidos, sendo atraídos por pilhas de roupas, caixas de papelão e áreas atrás de móveis.

A bióloga Camila Cibeli Soares, da Secretaria de Saúde, alerta que os escorpiões podem entrar nas casas por ralos, bueiros e até por lâmpadas frouxas. Por isso, é importante vedar esses locais adequadamente. Manter a casa limpa e organizada é uma das formas mais eficazes de evitar abrigos para esses animais. É aconselhável verificar roupas e calçados antes de usá-los e manter camas e berços afastados das paredes.

Ao limpar jardins ou manusear materiais de construção, recomenda-se o uso de luvas grossas. A vedação de frestas e ralos também ajuda a bloquear a entrada de escorpiões. Camila sugere que, ao sair da cama, as pessoas calcem chinelos para evitar pisar em um escorpião.

O controle de insetos dentro de casa é fundamental, pois as baratas são a principal fonte de alimento dos escorpiões. Os escorpiões-amarelos, que estão associados a acidentes graves, têm hábitos noturnos, o que pode levar a picadas durante o dia, quando estão escondidos. Em caso de picada, é importante lavar o local com água e sabão, elevar o membro afetado e procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve espremer a picada nem tentar sugar o veneno.

Os sintomas mais comuns incluem dor intensa, vermelhidão e formigamento. Em casos mais graves, especialmente em crianças, podem ocorrer náuseas, vômitos e dificuldade respiratória. A aplicação do soro antiescorpiônico depende da gravidade do caso, e todas as vítimas devem ser avaliadas por profissionais de saúde. O soro está disponível em diversos hospitais da rede pública.

Além disso, a população pode contatar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) pelo telefone 0800 644 6774. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento de escorpiões, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 162. Em situações de emergência, ligue para o Samu-DF 192 ou para o Corpo de Bombeiros do DF 193.