Durante a 61ª reunião do conselho do Pisa em Brasília, escola apresentou práticas pedagógicas, resultados no Ideb e iniciativas científicas com impacto na comunidade

Foto: André Amendoeira/SEEDF

A comunidade do Gama ganhou visibilidade nacional e internacional após a visita, na manhã de 7 de abril, de representantes do Uzbequistão ao Centro Educacional 08. A escola mostrou ao grupo ações práticas — como o projeto de extração de citronela contra o Aedes aegypti — que têm aplicação direta na rotina e na saúde dos moradores da região.

A passagem da delegação fez parte da programação da 61ª reunião do conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizada em Brasília entre 7 e 10 de abril e promovida pelo Inep. O encontro trouxe ao CED 08 autoridades interessadas em ver de perto metodologias que resultaram em avanços medidos por avaliações nacionais e internacionais.

Abduvali Ismailov, chefe do Instituto Nacional de Excelência Pedagógica do Uzbequistão, disse que a delegação buscou compreender como o Brasil tem utilizado os resultados do Pisa para orientar políticas educacionais. Segundo ele, o objetivo é identificar práticas que possam ser adaptadas ao contexto de um país em rápido desenvolvimento.

O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, afirmou que a visita reforça o papel da escola pública. A unidade figura entre as dez melhores do DF no Ideb, segundo Valdevino, graças a uma gestão pedagógica que usa dados, acompanhamento contínuo e intervenções rápidas alinhadas às competências avaliadas pelo Pisa.

A escola atende 533 estudantes do ensino médio em regime de tempo integral, com projetos pedagógicos, científicos e ações voltadas ao bem‑estar estudantil e à preparação para o Enem. O protagonismo dos alunos aparece em prêmios na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e em aprovações na Universidade de Brasília (UnB).

No Circuito de Ciências da SEEDF, o CED 08 foi bicampeão com o projeto de extração de citronela — desenvolvido com materiais de baixo custo para produzir velas e difusores que ajudam a afastar o mosquito transmissor da dengue. A ex-aluna Júlia Damásio, 17 anos, explicou que a iniciativa nasceu da preocupação com os casos de dengue no DF. A troca foi intermediada pela diretora de Avaliação Educacional da SEEDF, Gizelle Xavier, que ressaltou o valor do intercâmbio para fortalecer a cooperação entre países participantes do Pisa.