A cadeia de carnes foi um dos principais destaques do agronegócio de Minas Gerais em 2025. A bovinocultura de corte alcançou valor bruto da produção, o VBP, de R$ 18,1 bilhões, resultado 14% maior que o registrado no ano anterior, conforme o Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025.

O levantamento foi elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a Seapa. O documento analisa diferentes cadeias produtivas do estado, como café, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, grãos, fruticultura, olericultura, pecuária e silvicultura, com base em indicadores econômicos e produtivos.

Além da bovinocultura, a suinocultura e a avicultura também tiveram desempenho positivo no período. Nas exportações, a carne bovina mineira movimentou US$ 1,39 bilhão, avanço de 22,4% em relação a 2024, em um cenário de maior demanda internacional pelo produto brasileiro.

O relatório também registra que o Brasil passou a ocupar a posição de maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos pela primeira vez. A abertura de 19 novos mercados para a carne brasileira aparece entre os fatores destacados no documento para explicar o ambiente favorável às vendas externas.

O café continuou com peso decisivo na economia agropecuária mineira. O VBP da atividade teve alta próxima de 47% e chegou a R$ 58,7 bilhões, impulsionado principalmente pela valorização dos preços médios, que subiram 60,8% no ano analisado.

No conjunto da agropecuária, Minas Gerais registrou VBP recorde de R$ 167,8 bilhões, crescimento de 13,5% sobre o ano anterior. O indicador estima o faturamento bruto das atividades rurais e é calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com dados do IBGE, da Conab e do Cepea.

O documento da Seapa também aponta que o crédito rural contratado no estado na safra 2024/2025 somou R$ 50,84 bilhões, queda de 4% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com a retração, Minas Gerais manteve participação de 14% no total nacional.