Adolescente está internada, sem risco de morrer; outra aluna, de 17 anos, faleceu após ser ferida com um tiro na nuca quando tentava fugir

Reprodução/Instagram
 Uma das vítimas feridas a tiros durante um atentado, na manhã desta segunda-feira (23/10), em uma escola da zona leste paulistana, afirmou em uma postagem na internet ter sido ferida por dois disparos. “Nasci de novo”, escreveu a adolescente de 15 anos, cuja frase figura como legenda em sua foto na maca de um hospital (imagem em destaque).
A postagem é comentada por amigos e um professor, que desejam pronta recuperação à vítima.
Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, morreu após ser ferida com um tiro na nuca, quando se preparava para descer uma escada. Outro estudante ficou ferido e um quarto jovem se machucou ao cair enquanto tentava fugir.
Um adolescente de 16 anos, autor dos disparos, foi apreendido. Como revelado pelo Metrópoles, ele contou à mãe, em abril deste ano, que vinha recebendo ameaças on-line de pessoas que pareciam ser de “grupos rivais”. As ameaças eram feitas nas redes sociais. Para realizar o ataque, o jovem usou um revólver calibre .38, pertencente ao pai dele.
Um boletim de ocorrência registrado pelo adolescente, em 24 de abril, menciona que o jovem foi agredido por “diversos alunos”, não identificados, da Escola Estadual de Sapopemba (veja abaixo), a mesma onde ocorreu o ataque desta segunda-feira.
O Metrópoles localizou dois registros, em vídeo, nos quais o adolescente é agredido. Um deles seria do caso registrado no B.O. Já o outro ocorreu no bairro da Liberdade, na região central da capital paulista.
Em nota, o governo de São Paulo lamentou o episódio e se solidarizou com as famílias das vítimas. “Neste momento, a prioridade é o atendimento às vítimas e apoio psicológico aos alunos, profissionais da educação e familiares”, informou.

Ataque

“Começou com dois barulhos de bomba. Pessoal gritando, saindo correndo. Eu pensei: ‘Meu Deus, deve ter acontecido alguma coisa’. Tentamos trancar a porta, mandamos todo mundo sair”, disse um aluno ao Metrópoles.
“Saímos correndo batendo nas portas das salas de aula para todo mundo sair. Caí da escada e machuquei o joelho. Foi desesperador demais, fiquei em pânico”, disse outro aluno. Segundo ele, tudo aconteceu no 2º andar, começando na sala do 1º E.

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Uma professora do primeiro ano do ensino médio afirmou que, logo após conseguir levar seus alunos para fora da escola, teve acesso a um vídeo no qual o suspeito do ataque aparece sendo vítima de violência física em sala de aula.
“Ele era vítima de bullying, com base nesses vídeos. Tanto que o ataque, pelo que me falaram, começou dentro da sala de aula onde ele estudava”, afirmou a educadora, que pediu para não ter o nome publicado.
Ela afirmou ao Metrópoles ter ouvido ao menos cinco disparos enquanto se preparava para começar seu dia de trabalho. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, chegou ao local por volta de 9h30.
Com informações do Metrópoles – 

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