Evento em 7 de abril qualificou equipes, apresentou adaptações no ambiente e explicou como acessar o serviço pelo SUS do DF

Foto: Divulgação/IgesDF

Pais e responsáveis no DF têm à disposição um atendimento odontológico mais adaptado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebe, em média, até 30 pacientes por mês e atende principalmente por encaminhamento via Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF, além de casos de urgência por demanda espontânea. Há ainda um projeto em andamento para ampliar o serviço dentro da unidade.

A qualificação dessas equipes foi discutida no III Encontro Científico sobre Autismo, organizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) e realizado no auditório da Polícia Civil do DF, em 7 de abril de 2026. A proposta do encontro foi trocar experiências e atualizar práticas para tornar o atendimento no SUS mais individualizado e resolutivo para pessoas com TEA.

O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destacou o caráter contínuo do trabalho e citou experiências pessoais — ele mencionou que acompanha o tema em casa com a neta — para reforçar a importância de avanços em cada consulta. Domingos Brito, presidente do Conselho de Saúde do DF (CSDF), afirmou que o DF já é referência em várias linhas de cuidado no SUS e pediu manutenção da sensibilidade e da atualização técnica. Para o superintendente do HRSM, Diego Fernandes, o hospital vem estruturando serviços com olhar individualizado, incluindo ações no pronto-socorro infantil.

Na prática, o HRSM tem adotado medidas para reduzir ansiedade e facilitar o atendimento: iluminação mais suave, controle de estímulos e organização do atendimento conforme o ritmo de cada paciente. A cirurgiã-dentista Érika Maurienn, responsável pelo Serviço de Odontologia e pela organização do evento, lembra que a unidade presta esse tipo de atendimento há 15 anos e que houve evolução significativa ao longo do tempo. A pesquisadora Juliana Grossi, do Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (CETEA) da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), avaliou o encontro como um ponto de partida para mudanças concretas nas práticas e políticas públicas.

Para acessar o serviço, o caminho principal é o encaminhamento pelo Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF; em situações urgentes, o HRSM também atende por demanda espontânea. O IgesDF informou que o projeto de expansão busca tornar o atendimento mais completo e acessível para quem não tem condições de procurar assistência fora do SUS.