Trabalho de Anderson Galante, premiado em congresso nacional de transplantes, ouviu familias em quatro unidades da federacao e sugere ajustes na comunicacao publica sobre o tema
| Foto: Divulgação/Fepecs |
Uma pesquisa feita no DF e reconhecida em congresso da area de transplantes mostrou que a falta de confianca no sistema ainda pesa na hora de muitas familias recusarem a doacao de orgaos.
O estudo e de Anderson Galante, enfermeiro, servidor da Central de Transplantes do DF e egresso do mestrado academico da Escs. O trabalho recebeu o premio Cristina Massarolo apos apresentacao em um congresso nacional e luso-brasileiro da area, em Fortaleza.
Na pesquisa, o autor investigou fatores psicologicos por tras da nao autorizacao familiar e tratou o tema tambem como problema de gestao em saude, com apoio da orientadora Leila Gottems e do coorientador Tommy Goto, da UFU.
As entrevistas foram feitas com pessoas que recusaram a doacao de orgaos no Amazonas, na Bahia, em Goias e no DF. A conclusao principal e que muita gente ainda nao entende bem como o sistema funciona e age com desconfianca no momento da decisao.
Em um dos relatos analisados no estudo, um participante reclama da falta de explicacoes mais claras do poder publico sobre a politica de transplantes, para alem de campanhas pontuais.
Para Galante, o resultado abre espaco para melhorar a comunicacao com a sociedade e fortalecer a politica publica de doacao e transplante de orgaos e tecidos. A pesquisa teve apoio da CLDF e de centrais estaduais de transplantes.
