As exportações do agronegócio mineiro somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril, com embarque de 4,8 milhões de toneladas. O resultado representa queda de 11,9% em valor e de 9,3% em volume na comparação com o mesmo período de 2025.

Mesmo com a retração, Minas Gerais ficou entre os três maiores estados exportadores do agronegócio brasileiro no quadrimestre. A participação mineira no valor nacional foi de 10,6%, segundo os dados divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A redução não atingiu todos os segmentos da mesma forma. Segundo a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, a queda ficou concentrada em cadeias de grande peso, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas tiveram desempenho positivo.

O café continuou como principal produto exportado pelo agro mineiro. O setor movimentou US$ 3,2 bilhões e embarcou 7,4 milhões de sacas, com quedas de 17,5% em valor e 26% em volume frente ao primeiro quadrimestre do ano anterior.

O complexo soja ficou na segunda posição, com US$ 1,14 bilhão em exportações e 2,71 milhões de toneladas embarcadas. O valor recuou 2,8%, enquanto o volume caiu 8,9%.

As carnes foram o principal destaque positivo do período, puxadas pela valorização da carne bovina. O grupo exportou US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, alta de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

No total, mais de 500 produtos foram enviados para 160 países. A União Europeia comprou US$ 1,7 bilhão do agro mineiro, equivalente a 29,6% da pauta, com forte concentração em café.