As contas públicas do DF fecharam o primeiro quadrimestre de 2026 com melhora em relação à previsão inicial, e a Secretaria de Economia passou a mirar superávit de R$ 2 bilhões até o fim do ano. O resultado primário nominal do período ficou positivo em R$ 862 milhões, apesar de projeção anterior de déficit de R$ 1,7 bilhão.

A apresentação foi feita pelo secretário de Economia, Valdivino Oliveira, na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, presidida pelo deputado Eduardo Pedrosa. A pasta atribuiu a melhora às medidas de contenção de gastos adotadas no início da gestão do secretário.

Outro indicador citado foi a meta da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A previsão era de resultado primário negativo de R$ 1,5 bilhão, mas o período terminou com saldo positivo de R$ 373 milhões. O resultado primário considera a diferença entre receitas e despesas, sem incluir gastos com juros da dívida pública.

De janeiro a abril, as receitas somaram R$ 13,4 bilhões, contra R$ 12,2 bilhões no mesmo período de 2025. Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Clidiomar Soares, a variação nominal foi de 10,35%, equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhão.

A Secretaria de Economia também alertou para a necessidade de controle das despesas. O secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento, Ailton Ferreira Cavalcante, afirmou que, sem ações rápidas, o déficit poderia chegar a R$ 5 bilhões até o fim do exercício.

Nas áreas constitucionais, educação e saúde estavam em torno de 21% no primeiro quadrimestre. Na saúde, foram investidos R$ 1,14 bilhão, abaixo do mínimo parcial de R$ 1,31 bilhão, diferença apontada como corrigível até dezembro. Na educação, a aplicação chegou a 21,75%, também sob monitoramento.

A dívida corrente líquida ficou em 13,22%, abaixo do limite de 200% estabelecido pelo Senado. Os gastos com pessoal chegaram a 40,45% da receita corrente líquida, enquanto o limite prudencial é de 46,55%. O ICMS foi o principal tributo, com R$ 4,5 bilhões arrecadados e participação de 46,38% na receita tributária distrital.