Gestantes atendidas na rede pública passam a contar com uma versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. A ferramenta reúne no celular informações de pré-natal, exames, vacinas, histórico da gravidez e orientações médicas, dados considerados essenciais em consultas e atendimentos de urgência.

No Hospital Regional de Santa Maria, equipes do pronto-socorro de ginecologia e obstetrícia relatam que muitas pacientes chegam sem a caderneta física. A ausência do documento pode dificultar o acesso rápido ao histórico da gestação, especialmente quando a mulher precisa de assistência imediata ou não consegue detalhar exames e procedimentos já realizados.

A chefe de serviço do centro obstétrico do HRSM, Priscila Pinheiro, avalia que a versão digital pode dar mais segurança ao atendimento. Como as informações ficam disponíveis no celular, a equipe poderá consultar dados independentemente do local onde o pré-natal foi realizado, reduzindo falhas de comunicação entre serviços de saúde.

A novidade também permite que a própria gestante acompanhe a gravidez com mais organização. Tamires Alves, grávida de seis meses, contou à Agência Brasília que já usava o Meu SUS Digital para vacinas, mas ainda não conhecia a funcionalidade voltada ao acompanhamento da gestação.

Outra paciente, Jacilene dos Santos, que está à espera do bebê há nove meses, afirmou que a ferramenta precisa ser mais divulgada em consultas e unidades de saúde. A observação reforça um ponto prático: para funcionar bem, a caderneta digital precisa ser conhecida pelas gestantes e incorporada à rotina de atendimento.

Segundo Priscila Pinheiro, o recurso pode ser especialmente útil em casos de pré-natal de alto risco e em situações de urgência. O acesso organizado a exames, vacinas e histórico clínico ajuda a equipe a dar continuidade adequada ao cuidado e a tomar decisões com base em informações mais completas.