A Receita do DF retirou de circulação mercadorias irregulares com base de cálculo estimada em R$ 7,2 milhões entre 11 e 18 de maio. As ações resultaram em crédito tributário de R$ 1,8 milhão, valor que reúne impostos e multas aplicados nas fiscalizações.

As apreensões envolveram desde produtos de alto valor até cargas agropecuárias e itens de uso controlado. Foram identificados tratores, medicamentos à base de tirzepatida 15 mg, perfumes, eletrônicos, bebidas, soja, feijão-carioca, embalagens, roupas, chaveiros de proximidade e mil projéteis balísticos.

Uma das ocorrências foi na BR-060, onde auditores encontraram quatro tratores avaliados em R$ 390 mil. A documentação apresentada foi considerada inidônea, e o crédito tributário lançado passou de R$ 160 mil.

Na BR-020, a fiscalização localizou ampolas de tirzepatida 15 mg, substância usada em canetas emagrecedoras como o Mounjaro. A mesma rodovia também concentrou apreensões de perfumes, eletrônicos, bebidas e outros produtos transportados sem a regularidade fiscal exigida.

Outra ação ocorreu na BR-251, com dois caminhões carregados com 47,5 mil quilos de feijão-carioca. A carga foi avaliada em R$ 342 mil, e os impostos e multas superaram R$ 144,7 mil.

Na BR-290, auditores encontraram 18 mil quilos de embalagens acompanhadas de nota fiscal irregular. Também houve apreensões relacionadas a 74 mil quilos de soja a granel, 4 mil peças de vestuário e 8 mil chaveiros de proximidade.

No Setor de Transporte Rodoviário de Cargas, a fiscalização identificou mil projéteis balísticos com irregularidade tributária. O material entrou no balanço de mercadorias retiradas de circulação pela Receita do DF durante a semana.

O Aeroporto Internacional de Brasília também aparece no relatório. No terminal, a fiscalização cobrou ICMS de importação sobre produtos com base de cálculo de R$ 4,9 milhões, com recolhimento de R$ 893,3 mil.

As operações foram conduzidas pela Secretaria de Economia do DF. A atuação em rodovias, áreas de carga e aeroporto mira mercadorias transportadas sem nota fiscal idônea, com documentação incompatível ou sem recolhimento correto de tributos.

O balanço mostra a presença da fiscalização em pontos diferentes da cadeia de circulação de mercadorias. As abordagens ocorreram em rodovias federais que cortam o DF, em setor de cargas e no terminal aeroportuário, com foco em documentação fiscal e recolhimento de imposto.