Mães atípicas do DF encontram na rede pública de ensino especial um ponto de apoio para reorganizar a rotina de cuidado dos filhos e retomar parte da própria autonomia. Uma das histórias é a de Cleide Maria, mãe de Jessé Magalhães, de 28 anos, diagnosticado com autismo suporte 3 severo.
Cleide conta que deixou o trabalho para cuidar do filho e só voltou a cuidar da própria saúde depois que conheceu um dos centros de ensino especial do DF. Segundo ela, o atendimento escolar ajudou Jessé a se regular melhor e abriu espaço para que ela retomasse atividades físicas.
No DF, mais de 27,4 mil estudantes são atendidos pela educação especial em 675 escolas. A rede inclui 13 centros de ensino especial e 520 salas de recursos. Os centros especializados atendem mais de 3,5 mil alunos com deficiências intelectuais, sensoriais, físicas ou múltiplas.
A rede também abrange unidades como o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais e a Escola Bilíngue de Taguatinga. Segundo a Secretaria de Educação, a política de inclusão envolve atendimento ao estudante e apoio às famílias.
A matéria também destaca mães atendidas por outras políticas públicas. Maria do Socorro Ferreira, de 52 anos, passou a viver em uma casa com melhores condições ao lado do filho Emanuel, de 28 anos, após atendimento pelo programa Melhorias Habitacionais da Codhab.