DMPP vigia 183 pessoas 24h e aciona a PM em minutos para proteger vítimas
| Joel Rodrigues/Agência Brasília |
Brasília tem usado tecnologia para reduzir riscos: o Dispositivo Móvel de Pessoas Protegidas (DMPP) monitora 183 pessoas em tempo real — 81 identificadas como agressores e 102 como vítimas — e, só em 2026, resultou na prisão de 12 autores por descumprimento de medidas protetivas.
O sistema funciona com alertas sonoros e vibratórios quando o agressor ultrapassa as áreas de restrição definidas pela Justiça. Nessas situações, a Polícia Militar do DF (PMDF) é acionada imediatamente, e o tempo médio entre o chamado e a prisão costuma ficar entre 8 e 12 minutos, segundo a coordenação do programa.
A diretora de Monitoramento de Pessoas Protegidas da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), Andrea Boanova, informa que o DMPP dispõe hoje de cerca de 800 dispositivos móveis e 400 tornozeleiras eletrônicas para acompanhar os casos. Ela ressalta que o acompanhamento é contínuo e que, até o momento, nenhuma vítima monitorada teve a integridade física violada.
Criado em março de 2021, o programa já monitorou aproximadamente 4 mil pessoas no DF e abrange as 20 varas de violência doméstica do DF. A operação é conduzida no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e integra o programa Viva Flor, desenvolvido em parceria com a PMDF e o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).
A inclusão no DMPP ocorre por decisão judicial, após registro da ocorrência e solicitação da medida protetiva, com adesão da vítima. O monitoramento inicial tem prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado até 180 dias, e pode resultar em prisão em flagrante conforme a Lei Maria da Penha. Vítimas ou testemunhas devem denunciar pelo 190 da PM ou pelo Ligue 180 para receber orientação e acesso ao acompanhamento psicossocial e jurídico oferecido pela Secretaria da Mulher (SMDF).
